sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Papo 100 Censura #51 - Intolerância Religiosa




Olá caros amigos do nosso Papo 100 Censura aqui no Jovem e o Mundo! Tudo bem com vocês? Caso você esteja em férias, que esteja recarregando suas energias para um ano cheio de expectativas maravilhosas em Deus. Caso esteja trabalhando como é o meu caso, que possamos agradecer por termos um emprego em tempos de crise econômica e política como estamos vivendo em nosso país, orando por nossas autoridades para que possam tomar boas decisões que beneficiem toda a população brasileira, em especial os mais humildes que são aqueles que mais sofrem nestas ocasiões.

Nesta quinta-feira, dia 21 de janeiro comemorou-se o Dia Nacional Contra a Intolerância Religiosa e eu gostaria de falar um pouco a respeito deste tema que ainda é um tema bastante polêmico, principalmente para nós cristãos.



         
          Você sabe como este dia foi instituído? O dia é uma homenagem a uma mãe de santo baiana que morreu de infarto depois de ver sua foto em um jornal evangélico de uma denominação neopentecostal ofendendo e caluniando sua pessoa. Acredito que isso não tem relação com o que Jesus nos disse para fazer com aqueles que não criam Nele. E além de tudo ainda é uma mancha a ser lembrada todos os anos nesta data mostrando que a intolerância pode matar não apenas com armas e pedras, mas com palavras.

          Este assunto é polêmico por dois aspectos que tem uma mesma origem: em primeiro lugar, por causa de nossa ignorância a respeito das demais religiões e, em segundo lugar, por causa de nossa ignorância a respeito de nossa própria religião. A Palavra de Deus nos diz no livro de Oséias:


Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. Oseias 4:6a 

         Tive o privilégio a alguns anos de participar da escrita de um livro sobre Cultura Religiosa e fiquei espantado durante minha pesquisa para a escrita deste livro. A maioria dos textos que li buscava mostrar a superioridade de uma religião sobre as demais. Isto é feito desqualificando as outras religiões baseados nos argumentos daquela que se quer provar como a melhor. Nada mais errado acadêmica e eticamente. Minha proposta para este livro que foi utilizado como material para uma disciplina em uma faculdade de teologia era apresentar as religiões sem emitir juízos de valor sobre cada uma delas. Uma tarefa difícil, em um ambiente bastante hostil a outros pensamentos religiosos, de maneira especial aquelas de vertente africana.

          Algo que tem me incomodado muito nestes dias é a incapacidade de muitos jovens (publico com o qual trabalhamos mais de perto) de defenderem sua fé. A Apologética, que é a disciplina que mostra quais os pilares de nossa fé para que a possamos defender dos ataques externos simplesmente está em desuso na maioria dos projetos eclesiásticos. Somos bons em adorar ao Senhor com nossas músicas traduzidas dos ministérios de língua inglesa, somos ótimos em organizar eventos e participar de marchas ou grandes impactos evangelísticos, mas quando falamos de nossa fé e porque cremos no que cremos, as coisas ficam mais complicadas. 


A Intolerância surge da componente destes dois elementos: nossa falta de entendimento a respeito de nossa própria fé, com a ignorância a respeito das demais crenças e em como devemos tratá-las biblicamente.
          Este é um tema bastante complexo e muito urgente, pois os cristãos estão assumindo posições de destaque em diversos segmentos de nossa sociedade e com isso liderando pessoas de diversas matrizes religiosas. É importante saber como separar a fé de uma pessoa de seu papel na sociedade.

       Você poderia me perguntar: "- Com isso você está dizendo que devemos viver em um ambiente onde todos devem aceitar a posição do outro sem nenhum questionamento?" Não, de maneira nenhuma. Devemos fazer diferença na sociedade através de nosso estilo de vida e daquilo que cremos. 

          Agora me digam qual é o respaldo bíblico para atirar uma pedra em uma menina de 11 anos, mostrando que são os "crentes" que tem a verdade em suas vidas e ela é uma "filha do demônio"

          Ao menos em minha Bíblia, vejo Jesus ensinando o amor e o exemplo como meios de atrair pessoas para mais perto de Deus. Não se lembra do caso? Relembre aqui a péssima repercussão deste fato lamentável:

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2015/06/menina-vitima-de-intolerancia-religiosa-diz-que-vai-ser-dificil-esquecer-pedrada.html

          Porque cristãos cometem um ato como este? Porque possuem um conhecimento superficial da Bíblia e não conhecem o Deus que dizem servir. 

Jesus respondeu: "Vocês estão enganados porque não conhecem as Escrituras nem o poder de Deus! Mateus 22:29

           Todas as vezes em que vejo algo deste gênero, penso sempre nas Cruzadas, onde da mesma forma, cristãos usavam de violência para mostrar seu valor e sua fé diante da sociedade em que viviam. E isso me assusta, pois já se passaram mil anos desde a primeira Cruzada e ainda encontramos sementes de intolerância em nosso tempo.

          Precisamos ter entendimento a respeito de nosso papel na sociedade. Nosso discurso recheado de palavras de nosso vocabulário "gospel" não faz nenhum sentido para aqueles que participam de outras linhas religiosas. Mas existe uma linguagem que é universal porque faz parte da Essência de Deus. Esta linguagem é o AMOR, e esta deveria ser nossa principal bandeira a ser levantada. Amar a Deus e ao próximo. O que se deve fazer depois é um detalhe dogmático, mas o amor não deveria se afastar de nossas ações. Não toleramos aquilo que não conhecemos, portanto que tal conhecer mais a respeito do mundo em que você vive e que não se restringe apenas ao seu universo.

             Esta é uma introdução ao tema, em breve gostaria de falar mais a respeito da defesa de nossa fé. Saber a respeito nos ajuda a não abandonarmos o lugar onde estamos por qualquer dificuldade que porventura tivermos em nossa vida.

Grande Abraço!

Pastor Eduardo Medeiros


    

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