quinta-feira, 28 de maio de 2015

Tranquilamente Frenéticos

Pro atividade, produtividade, resultados, versatilidade, entre outros, são termos muito comuns em nosso cotidiano principalmente no ambiente de trabalho. Quem é que nunca passou um final de semana tenso preocupado com algum relatório a entregar na segunda feira? Isso também vale para as tarefas da faculdade, obrigações com o lar, etc.

Os níveis da vida sempre ficam mais difíceis: a creche prepara a criança para a pré escola, a pré escola para o ensino fundamental, o ensino fundamental para o ensino médio, o ensino médio para a faculdade, a faculdade para o mercado de trabalho. Mas quem é que nos prepara contra o comodismo?

A vida à nossa volta se tornou frenética. A rotina se tornou frenética. Nós nos adaptamos a isso e nos tornamos igualmente frenéticos. Frenéticos para acabar logo com todas as obrigações para poder descansar. Frenéticos pelo sossego. Com a falta de tempo para quase tudo, tendenciamos a automatizar algumas práticas para otimização do tempo. Poupamos energia em determinadas relações para empregar em outras. Economizamos abraços, poupamos carinho, retemos declarações sem a devida preocupação com os efeitos negativos que essas ações surtem sobre nossos relacionamentos. 

Um dos efeitos mais devastadores de se fazer quase tudo no modo automático é a institucionalização das coisas. Torna tudo tão engessado, rotineiro e imparcial, que faz as pessoas praticamente esquecerem o real significado de determinado gesto, evento ou comemoração. 

Há uma série de coisas que instituímos, mas que ao passar do tempo perdemos o propósito e passamos a praticar por puro hábito. Vou citar alguns exemplos:
- estabelecer para si o compromisso de participar de determinado grupo na igreja;
- ir a pelo menos um culto por semana;
- iniciar, em janeiro de todos os anos, o plano de leitura bíblica;
E por fim, abandonamos tudo, ou pior, fazemos no modo automático.

Tenho para mim que o termo "morno" que a Bíblia se refere em Apocalipse 3.16 está diretamente relacionado ao fato de fazermos as coisas no modo automático, sem qualquer discernimento ou reflexão sobre determinado gesto, sem qualquer empatia pelo próximo, apenas fazemos por fazer. Não por acaso, em 1Coríntios 11.28 fala sobre a necessidade de discernir do ato de participar da santa ceia, por exemplo. 

Queridos, não quero soar cliché, mas gostaria de convidá-los a uma auto análise. Pensar sobre as práticas que foram instituídas em sua vida com Deus que já se tornaram automáticas para você, mas de uma maneira negativa, que já não te levam a reflexão sobre o real significado.

FÁBIO AUGUSTO

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