quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Sobre filhos de pais separados


Como trabalho a tarde, sempre que estou voltando para casa já é noite, e obviamente vejo muitas cenas no trem. Cenas cômicas, cenas revoltantes, cenas esquisitas, outras que nos fazem refletir, mas uma das cenas que mais tem me chamado a atenção é ver um homem, uma pequena mochila infantil, com roupas suficientes para um final de semana, e uma criança, a quem provavelmente pertence a mochila. Posso estar enganado, mas acredito que a maioria dos casos, trata-se de uma guarda compartilhada. 

Fico a pensar a confusão na mente de uma criança que passa a semana com a mãe e o final de semana com o pai, sendo que eles aprendem que o mais comum é acordar pela manhã e encontrar os dois. Por favor, me entendam bem, não quero julgar o que é certo ou errado em um casamento, pois estou casado há apenas 3 anos, portanto, sou tão inexperiente nisso quanto qualquer outra pessoa e compreendo perfeitamente que há situações complicadas, casamentos complicados, entendo principalmente que há estratégias que podem funcionar bem para alguns casais e não tão bem para outros. Quem dá esse discernimento é somente o Espírito Santo. 

Mas enfim, o ponto que quero abordar principalmente é a preservação da neutralidade da criança. Não é justo que os pais transmitam ao filho, o seu ressentimento e sua decepção com relação ao ex - cônjuge, induzindo a criança, de maneira subliminar, a escolher entre amar mais à mãe do que ao pai ou vice versa. 

Acho que a criança que cresce sem o pai, ou sem a mãe, por motivo de divórcio, não deve crescer aprendendo a odiar àquele que "abandonou o lar". Por mais desumano que isso pareça (abandonar ao filho) a criança precisa descobrir por si mesma, e com a ajuda de Deus, se há ou não, dentro de si, algum ressentimento e aprender a liberar o perdão. Crescer, alimentando ressentimentos com relação ao ascendente que o abandonou (pai ou mãe), só faz mal para si mesmo. Um sentimento terrível que só aumenta e piora com o passar dos anos, definhando e amargando por dentro a si mesmo.

Posso estar errado outra vez, mas na maioria dos casos, essa criança que cresce ressentida, geralmente vai pender para um entre dois extremos:
- Ou vai ficar frustrado com o modelo fundamental de família, e na primeira crise mais forte, vai acabar pulando fora do casamento; 
- Ou vai se sentir na obrigação de quebrar esse ciclo, fazendo de tudo (com as próprias mãos) para que a família  fique unida, se desesperando e se frustrando sempre que esse risco for iminente.

Nos dois caminhos, é bem provável que a pessoa (que foi uma criança que cresceu alimentando ressentimento) não tenha pedido orientação de Deus.

Portanto, queridos, quero deixar o conselho para você que talvez tenha passado por isso em sua vida, assim como eu, a orar ao Senhor, pedindo que Ele vasculhe o seu coração para limpar todo resquício de ódio, mágoa, rancor, ressentimentos de qualquer natureza, com relação ao seu pai ou sua mãe, que o Espírito Santo trabalhe na sua vida, mudando sua forma de pensar e de reagir com relação aos seus pais, pois com certeza há amor da parte deles para você, e se por acaso não houver, que o Espírito Santo te use como instrumento para ensinar e demonstrar o amor de Cristo sobre a vida dos seus pais. Se reconcilie, galera, peça perdão e libere perdão, pois Jesus está perto. Esse é o meu desejo e minha oração para a vida de todos vocês! 

"Vocês são o povo de Deus. Ele os amou e os escolheu para serem dele. Portanto, vistam-se misericórdia, de bondade, de humildade, de delicadeza e de paciência. Não fiquem irritados uns com os outros e perdoem uns aos outros, caso alguém tenha alguma queixa contra outra pessoa. Assim como o Senhor perdoou vocês, perdoem uns aos outros." (Colossenses 3.12-13 NTLH)

Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer sempre ao seu pai e à sua mãe porque isso agrada ao Senhor. (Colossenses 3.20)


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