sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Papo 100 Censura #25 - Depressão não é frescura ?







     Bom dia caros amigos do blog o Jovem e o Mundo! Como todos sabem,concluímos na semana passada nossas sete temporadas sobre os sete pecados capitais, que espero que não deixem saudade! Poderíamos acrescentar mais milhares de outros pecados em nossa lista capital, mas vamos aguardar sua participação para sugerir outros assuntos para tratarmos aqui. Temos recebidos vários e-mails de irmãos precisando de ajuda em diversas áreas e vamos respondendo as dúvidas dos leitores ao longo das semanas.
   Nosso tema hoje é a depressão. Você poderia me perguntar: "- Mas Eduardo, a depressão atinge as pessoas mais velhas não é problema de jovem!" Eu te responderia: "- Você não viu as últimas pesquisas que mostram que a depressão é a principal doença que tem atingido jovens e adolescentes? Cerca de 21% de nossos jovens com idade entre 14 e 25 anos apresentam sintomas de depressão. Quando dividimos por gênero, percebe-se que as meninas tem um índice ainda mais alto superando os 28% segundo os dados do 2º Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) divulgados nesta semana (dia 26) na USP. Segundo este levantamento 3 em cada 10 meninas sofrem com os sintomas da depressão e 2 em cada 10 meninos. Uma taxa extremamente alta se levarmos em conta que nesta idade, a grande maioria dos adolescentes e jovens ainda não tem todas as preocupações e compromissos da vida adulta, pois moram com os pais e apenas estudam. Então como explicamos estes dados?

     Vivemos em uma sociedade totalmente conectada, com informação real a cada instante. Estamos crescendo em um mundo onde uma enxurrada de informações são colocadas diante de nós todos os dias e essas informações de todos os tipos estão causando ansiedade e preocupação no coração da juventude. Estar antenado nas redes sociais, nas informações que chegam a todo o instante e no que todos os seus conhecidos estão fazendo gera, em muitas pessoas, estresse. Outro ponto que gera muito desgaste está na manutenção de várias "vidas" que muitos adotam nesta era digital. A primeira vida é a real e que deveria ser a única, mas como todas as vidas tem rotinas, e coisas que não são tão legais para que os outros saibam, essa fica restrita para um grupo pequeno de pessoas que são os familiares. A segunda vida seria uma vida "digital" aquilo que o jovem quer que saibam sobre ele. Nessa vida não existe tristeza, não existem problemas apenas o sorriso no rosto nas Selfies, as frases de efeito e o narcisismo que as redes impõe. Poderia citar outras "vidas" mas ficaremos nestas duas para entendermos o que está acontecendo.
     Existe um descompasso, uma diferença entre a vida real e a vida digital de cada pessoa e muito conseguem encarar as redes sociais como elas deveriam: como uma diversão sem maiores importâncias. Porém o que estamos vivendo após o estabelecimento das redes sociais como parte da vida das pessoas, é que a importância que se é dada para elas é muito grande. As pessoas estão transferindo para a rede social toda sua vida. Então nesse sentido o que lermos na internet a respeito de uma pessoa está se tornando a imagem desta pessoa para o mundo. E é exatamente neste ponto que a depressão está atingindo nossos jovens. O desespero de que outros saibam que a sua vida não é tão descolada como aparece nas publicações tem gerado ansiedade e estresse em muitos que não tem condições de sustentar o "visual ostentação" das postagens. 
      O título deste post é uma provocação que ainda hoje está na mente de muitas pessoas que confundem depressão com tristeza, com preguiça com frescura. Porém devemos tomar muito cuidado com os sintomas e procurar ajuda quando as coisas saem do nosso controle.
Retiramos alguns sintomas de depressão do blog do autor Drauzio Varella que são os seguintes:


1) Estado deprimido: sentir-se deprimido a maior parte do tempo, quase todos os dias;
2) Anedônia: interesse ou prazer diminuído para realizar a maioria das atividades;
3) Alteração de peso: perda ou ganho de peso não intencional;
4) Distúrbio de sono: insônia ou hipersônia praticamente diárias;
5) Problemas psicomotores: agitação ou apatia psicomotora, quase todos os dias;
6) Falta de energia: fadiga ou perda de energia, diariamente;
7) Culpa excessiva: sentimento permanente de culpa e inutilidade;
8) Dificuldade de concentração: habilidade frequentemente diminuída para pensar ou concentrar-se;
9) Ideias suicidas: pensamentos recorrentes de suicídio ou morte.


        O nível da depressão está no número de sintomas apresentados ao mesmo tempo, ou seja, quanto mais sintomas, maior é o grau do problema.

        Na Bíblia vemos que este problema afetou vários personagens como Moisés, Elias ao longo de suas caminhadas em momentos de muita pressão e angústia. Mas vemos o Senhor Jesus nos chamando para uma vida mais simples e leve. Devemos aprender com Ele:

Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Mateus 11:30

Deixar nossas ansiedades e problemas com o Senhor é a melhor solução para viver uma vida mais leve sem toda a pressão que a vida moderna nos direciona. 

Bendito seja o Senhor, Deus, nosso Salvador, que cada dia suporta as nossas cargas. Pausa Salmos 68:19

Podemos agradecer a Ele antes de recebermos a nossa bênção, pois temos a certeza de que é Ele quem nos ajuda neste processo.

 Levem os fardos pesados uns dos outros e, assim, cumpram a lei de Cristo. Gálatas 6:2

Ter sempre irmão com quem possa contar nos momentos difíceis é um refrigério nossas vidas. Portanto tenha sempre com quem contar. Se neste momento você não tiver ninguém, entre em contato conosco. O pior sofrimento é a solidão quando precisamos de ajuda.

O mais importante é colocar o problema diante de Deus os problemas e não ignorar os sintomas e procurar ajuda médica se for o caso. Podemos ser curados sobrenaturalmente ou pelas mãos dos médicos. Não sofra sozinho, procure ajuda, viva mais leve.

E seja feliz!



Pastor Eduardo Medeiros











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