quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Humanos e livros

Bom dia/tarde/noite queridos amigos leitores! Feliz ano novo para vocês! Espero que este ano seja incrível para cada um de vocês e que Deus os abençoe com muita sabedoria para aproveitar as oportunidades que aparecerem diante de vocês!! Vamos ao texto de hoje.

Grande parte das minhas reflexões nascem da mistura de observar o comportamento das pessoas e minha própria conduta. Em uma dessas observações, reparei como os seres humanos podem ser comparados com livros.

- Não querem ser julgadas pela capa, mas também não tem a menor predisposição para serem um livro aberto.
Me refiro às pessoas fechadas, que não querem confiar em ninguém. Essas pessoas até que tem conteúdo interessante para colaborar com a sociedade, mas a parte de si que é exposta é muito superficial, onde, na maioria dos casos, provoca nos outros um julgamento negativo. (Efésios 4.31-32, Romanos 12.3)

- Algumas pessoas se preocupam em ter e sustentar um título/sinopse atraentes para conquistar leitores.
Me refiro às pessoas que são simpáticas/educadas com as visitas, mas não transmitem a mesma amabilidade no relacionamento com os pais, irmãos, cônjuges, etc. (Gálatas 6.10; Mateus 6.3-4)

- Querem ser acessíveis, mas não se predispõem em adequar sua enigmática criptografia ou códigos linguísticos.
Me refiro as pessoas que querem ser queridas, gostam de estar rodeados, mas não facilitam tal aproximação. Levam uma vida toda misteriosa, se preocupam muito mais com a reputação que com a santidade. Se mostram fortalezas intransponíveis onde, do lado de dentro, só ficam mágoas, dúvidas e o medo de se decepcionar (outra vez). Mesmo que sem querer, isso afasta as outras pessoas. (Efésios 4.2-3; Romanos 12.18)

- Não querem ter páginas em branco. Querem suas páginas escritas, mas não tem conteúdo para preenchê-las ou não aceitam a contribuição de outros para o preenchimento. 
Observe as excentricidades das pessoas, sua arrogância e presunção em pensar que não precisam de nada ou ninguém que as ajudem a contar a sua própria história. Disfarçam com sua auto suficiência, a dificuldade de confiar nas pessoas e em Deus. (Efésios 4.29)

- Não querem viver de resumo, mas sua prolixia leva de um lugar qualquer para lugar nenhum, lhes tirando o propósito, a coerência e conclusão.
A maioria das pessoas querem uma vida intensa, com muitas histórias, querem receber o máximo das pessoas, mas doam ao próximo o mínimo de si, entregam o que sobra. Evitam uma vida plenamente imersa em Deus. Agindo assim, apenas sobrevivem. (Efésios 5.15-17)

A própria bíblia diz que somos como cartas vivas do Evangelho (1Coríntios 3.2-3), ou seja, precisa haver em nós um compromisso em sermos transparentes, acessíveis, simples, amáveis, para que possamos transmitir a nossa mensagem com clareza. Mesmo sabendo que não vem de nós a capacidade de convencer alguém, mas do Espírito Santo, por mais eloquente que sejamos, não podemos desistir de fazer Cristo conhecido.

Afinal, de que importa ocupar a posição de bestseller nessa vida se não estiver citado no Livro da Vida (Apocalipse 3.5; 20.15)?


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