sábado, 12 de julho de 2014

Ser moça

Bom dia pessoal, hoje deixo com vcs um texto da minha amiga Jéssica Cruz. Ontem tivemos um encontro com as meninas da Rede de Jovens da nossa igreja e a Jéssica nos trouxe este texto que ela escreveu aos 15 anos. Espero que vcs gostem e se identifiquem com ele.

Ser Moça


Que fase é essa? Não sou menina, não sou mulher e mesmo assim todos os grilos dessas fases fazem parte do cotidiano de uma jovem. Tomar decisões importantes com responsabilidade mostra nosso lado mulher, nosso grande lado mulher, que mesmo não sendo inteiro, reagem às dificuldades do dia-a-dia e se apresenta capaz de resolver qualquer desafio que a vida, por simples acaso, resolva nos proporcionar.

Mas e o frio na barriga? E as incertezas? E os conflitos? Esses itens com certeza nos revelam quão somos tão frágeis e alegres, inocentes e inexperientes e, que por mais que tentamos impor o lado mulher, ainda deixa vestígios de uma fase que não quer passar.

Ser moça é somar opções, é ter variedade pra escolher o que ser, é trilhar um caminho cheio de conflitos. É esperar um príncipe encantado com cavalo branco mesmo que ele venha de boné e skate. Pra outras é esperar que seu príncipe se torne um rei envolvido nos enlaces do casamento e pra outras viver em um reinado ao lado do príncipe que Deus escolheu pra elas. Ser moça é não só acreditar num romance de contos líricos, mas também vivê-los quando são oportunos.

Quantos às críticas, lamento informá-las, mas, sim, elas exitem!

Se namorar é apressada, se não é encalhada. Se você se enfeita é muito vaidosa, se não é desleixada. Se casar cedo, desesperada, se não...está enrolando. Se fala alto é escandalosa, se fala baixo é muito tímida. Se isso ou se aquilo, a gente não liga muito e se a gente não liga muitos nos intitulam de rebeldes.

Ah, as dúvidas. Na verdade não há nada de errado em ter dúvidas, afinal contamos com a direção do nosso Deus. Não há nada de errado em ser você. Toda moça precisa ter sonhos, ter um pouco de vaidade, ter um esmalte colorido na gaveta e um bom par de sapatos para as horas de emergência. Toda moça precisa se sentir segura.

E realmente não é fácil lidar com as cólicas, com o delineador que não se ajeita no olho e se não bastasse tantos problemas, lidar com os conflitos de ter que ser mulher quando ainda somos meninas, e ainda tratar dos problemas do coração. Ah, o coração. Como poderia me esquecer dele? Não conheço um amigo e um vilão tão bom quanto esse tal de coração. Sempre apresentando riscos, alegrias. Nos prega peças, nos surpreende, nos engana, sai todo machucado de suas aventuras e, às vezes, acerta em cheio e joga o laço certeiro como o de um peão de rodeio. resta pra nós saber lidar com ele e aguentar essas brincadeiras quase sempre inconvenientes. Ser moça é ter o coração bipolar, ainda mais na TPM, mas também é ter uma mente forte, centrada, mesmo que às vezes voe um pouco.

Ser moça é tudo isso. É ter idas e vindas, sobe e desce, levanta e cai. Entre um salto alto ou tênis, escolher o caminho em que se pode percorrer com segurança. É saber escolher ou escolher esperar, ser moça é usar batom ou não usar, desde que sua escolha te deixe simplesmente a vontade. É abrir o armário e ficar horas procurando  alguma coisa pra vestir. Ser moça é ter mil ideias e conseguir organizá-las mesmo que o próprio armário esteja revirado em mil peças.

Entre tantas coisas, tantos medos, tantas novidades, ser moça não significa escolher certo. É apenas escolher. Contar com a vontade e bondade de Deus, pedindo incessantemente que essa escolha seja a certa. 



Ser moça é se tornar mulher sem deixar de ser menina. Como é bom ser moça!

Texto de Jéssica Cruz

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