quinta-feira, 31 de julho de 2014

COISIFICAÇÃO

Eaí, galera, Paz para vocês! Hoje apresento um texto do livro Presente Diário que já tem me feito pensar bastante a respeito do assunto. Acompanhem.

Por que gastar... o seu trabalho naquilo que não satisfaz? (Isaías 55.2)

No exercício de minha profissão atendo muita gente queixando-se de dores. Um exame mais aprofundado desses pacientes mostra alterações físicas importantes, porém na maioria dos casos causadas por desequilíbrios emocionais. Não são pessoas malucas; são aparentemente normais, mas se as suas emoções pudessem ser resolvidas, muitas das queixas desapareceriam quase que por encanto, e se as dores da alma tivessem sido tratadas antes, a maioria nem ao menos estaria doente.

No século XIX, a tuberculose se tornou símbolo do “mal do século”, um espírito decadente que foi abraçado com ardor pela poesia. Já o presente século também tem o seu mal do século: a coisificação – a adoração das coisas e a transformação das pessoas em coisas também. E este mal do século também tem seu símbolo patológico: a ansiedade. O desespero de alcançar sabe-se-lá-o-quê em uma correria que me faz lembrar a anedota de dois loucos, um deles dando golpes no ar como se apanhasse insetos voadores. O outro pergunta: “O que você está caçando?” “Nhoca” responde o primeiro. “E como é uma nhoca?” (pergunta o segundo) ao que o primeiro responde: “Não sei, ainda não peguei nenhuma!” Assim é a corrida deste século – ninguém sabe exatamente atrás do que está correndo tanto, mas continua correndo porque afinal todo mundo corre.

No contexto do versículo citado, Deus fala com seu povo que o abandonou em busca do corre-corre diário. Talvez o versículo acima pudesse ser contextualizado assim: “Por que se gastar tanto com o que não é essencial? Você acha mesmo que sua correria vai lhe conquistar alguma satisfação?” E, a propósito, o que é essencial para você?


A vida oferece muita coisa pelo que lutar e viver. Sugiro falar com Jesus, pedindo discernimento para escolher bem no que investir e sabedoria para lidar com as demandas da vida neste século.
[Miguel Herrera Jr – Presente Diário]

1 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

Em mundo onde todos são iguais (mesmas roupas, mesmos estereótipos, mesmos conceitos de beleza e tudo o mais) é muito importante que jovens possam despertar para a beleza da diferença, segundo a Palavra de Deus, onde o que a sociedade considera "antiquado", a longo prazo mostra-se a felicidade. Parabéns pela leitura e por compartilhar conosco suas armas Fábio!

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