quinta-feira, 1 de maio de 2014

Viver está fora de moda

Paz, pessoal! 
Nas últimas semanas estive um pouco ausente do blog por questões pessoais e também por meu notebook foi para a UTI, mas Deus já preparou outro meio para eu continuar escrevendo! O combinado foi que na ultima semana do mês eu compartilhasse algum texto do livro Presente Diário, mas como faz tempo que não escrevo e a última quinta feira foi semana passada, decidi postar algo autoral. Deus os abençoe pela paciência de vocês! Acompanhem!



Desde criança um dos nossos maiores medo é ser classificado como o "quadrado". Pode confessar para si mesmo, em algum momento da sua infância (se você, como eu, não foi muito popular na escola) você já deve ter se perguntado: O que há de errado comigo para não ser aceito em determinado grupo? Citei a infância, porque percebo que é nessa época da vida que essa sensação de exclusão fica mais aparente.

Não é uma regra, mas geralmente motivado por essa vontade de ser aceito em determinado grupo, é que nasce uma falsa personalidade, a qual faz da sua vítima, um prisioneiro da aceitação dos outros, um agente repressor do seu verdadeiro eu, libertando, portanto, um inconseqüente "criado em cativeiro", um rebelde, literalmente,  sem causa.

Já conheci vários assim. Quase me tornei um desses, durante um período da minha adolescência. Tudo parece começar com um sentimento de impotência e inutilidade em tentar levar um estilo de vida mais correto, mais justo, mais ético, mais puro. É aquele pensamento que, obviamente não vem de Deus, de que tudo o que você faz para tentar ser uma pessoa melhor tem sido inútil, pois constantemente haverá alguém para "abusar de sua nobreza", te passar para trás por considerá-lo bobo ou te excluir por classificá-lo como o "caretão".

É nessa guerra contra o pecado de se entregar aos prazeres carnais que muitos enfraquecem, pois além do inimigo externo, caracterizado pelas situações em que devemos escolher entre fazer o bem (porém, nos omitimos) e não fazer o mal (que fazemos até mesmo sem querer), temos um sabotador, personificado pelo desânimo estarrecedor que nos aflige em diversos momentos da vida e nos faz, pouco a pouco, perder a vontade de se manter puro.

O mais interessante é que Jesus, enquanto aqui viveu, não cedeu a essas pressões e se manteve firme em seu propósito de mostrar o amor, fazer o bem, nos ensinando a viver da maneira como Deus gostaria que todos nós vivêssemos. Jesus, com todo o conhecimento do poder que havia em suas mãos, em nenhum momento pensou: "ah é! É assim que vocês vão me tratar? Então, vocês vão ver só uma coisa!" Não!! Ele pensou diferente! Ele nos mostrou que não devemos ceder ao pensamento de que "fazer o bem não compensa".

Jesus nos mostrou também que não precisamos fazer mais nada para sermos queridos por Ele, somente crer Nele. Para ser aceito por Deus, podemos ser nós mesmos. Não precisamos ser um personagem que não existe quando nossa única companhia é nossa própria privacidade. E mais do que isso, Jesus nos ensinou que não há necessidade de ser aceito em determinado grupo para sermos felizes! Sou sim a favor de fazer amigos e manter os antigos, mas um relacionamento com Cristo basta para sermos felizes e completos. Somente depois de entender essa poderosa verdade é que você poderá ser uma pessoa completa, e ser o tipo de amigo que trará felicidade aos outros ao seu redor. Deus me fez livre da necessidade de estar em uma "panelinha" para me sentir aceito. Deus me aceita e isso é suficiente para mim! Deus te aceita, e acredite que isso é suficiente para você também!

Perceba a vida de Jó. Durante seu tempo de maior dificuldade, seus "amigos" foram visitá-lo, mas não para o bem e sim para acusá-lo, para julgá-lo, para aumentar seu estado depressivo, em suma, para determinar subjetivamente como ele deveria se comportar. É verdade que Jó se irritou em alguns momentos, mas sua postura foi corretíssima em voltar sua atenção única e exclusivamente para receber a aprovação de Deus! Ele não buscava uma maneira de agradar os amigos, mas buscava em Deus a aceitação de que precisava para sair daquele estado de dificuldade pelo qual passava.

Repito: tenha amigos, mantenha suas amizades (principalmente as amizades sadias), se possível faça novos amigos, mas não permita que a simples necessidade de estar em algum grupinho defina a sua felicidade! Não mude a sua essência para tentar agradar um grupo em particular.

Viva e seja feliz!!!

Então Pedro começou a falar: “Agora percebo verdadeiramente que Deus não trata as pessoas com parcialidade, mas de todas as nações aceita todo aquele que o teme e faz o que é justo". (Atos 10.34-35 NVI)


2 comentários:

Netto Britto disse...

Wooow! Muito boa reflexão, Fábio! O ser humano tem sede de aceitação! Quando percebemos que em Cristo já somos aceitos não precisamos ficar presos à opinião alheia! Somos, então, libertos da prisão do "o que irão pensar de mim?"! Parabéns pelo post!

Fábio Cardoso disse...

Verdade, Netto! Foi exatamente essa observação que me levou a esse post. Que Cristo seja conhecido entre as pessoas para que não fiquem mais à mercê da aceitação de ninguém. Cristo me aceita e isso é suficiente! Glória a Deus! Obg pela visita.

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