segunda-feira, 5 de maio de 2014

Rasgando o verbo

Deus rasgou o verbo. Ele estava com tanta raiva do pecado, que antes que o pecado matasse todos os seus filhos, Ele desejou matar o pecado. E o fez, de uma vez. O verbo se fez carne e dolorosamente, essa carne foi rasgada de cima a baixo. Muita dor, muito sangue. O próprio Deus sangrando, é isso mesmo?

Sim, quando não havia alternativas, Ele se fez uma. Aliás, a única.

Não tinha um jeito menos doloroso, porque o pecado mata mesmo, e muito mais doloroso pra Deus seria que todos os seus filhos morressem escravos. Inadmissível.

E eu faço o que diante da realidade desse sacrifício? Eu não sei o que fazer quando estou com meus olhos em Jesus, eu fico perplexo, eu adoro! E ele adora, porque quando eu não sei de nada alem de que eu PRECISO estar nele, Ele consegue trabalhar. Sem minha interferência. Sem a exposição da minha coleção de achismos, sem meus preconceitos de estimação. A luz dele me apaga, desliga minha humanidade barulhenta. Eu nem sei mais se sou urbana, eu quero o céu. Nem lembro do que eu gosto de comer, eu sou de lá, e a comida do céu é diferente, sabe? O que alimenta os eternos é fazer a vontade do Pai.

É tanta fome errada que quando você prova o sabor da eternidade, você percebe que o resto só serve para te intoxicar. A vontade de Deus vai te saciar e o resto que se exploda. Buscar a face de Deus é simplesmente olhá-lo de frente. É pros corajosos. Afinal quem buscar de coração, vai O encontrar. Ele vai te olhar e esse pode ser o seu fim.

Você precisará ser honesto com Ele. Os olhos dizem tudo, mas eles te conhecem INTEIRO. O olhar dEle toca a alma, toca a música que te faz chorar. Então, ou você é honesto pra se arrepender de quem você é ou você perde a chance de deixar aquele olhar matar tudo que poderia te matar se você continuasse de olho fechado.

Abri mão das respostas, seu amor é tao suficiente. Já sei o que preciso: Ele me ama e me conhece. Então eu digo adeus pra aquela pessoa que eu nunca mais vou ser, Ele pega as minhas lagrimas caídas pelos cantos e transforma num canto suave. De repente, elas não existem mais, nem o medo. E Ele insiste em me acompanhar na jornada como se precisasse de mim.




Texto de Lenara Padilha

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