sexta-feira, 9 de maio de 2014

Papo 100 Censura #6 - Gravidez na Adolescência



Доброе утро! (Terceiro cumprimento em outras línguas!) Esperamos que tudo esteja fluindo na mais maravilhosa paz de Cristo para você e sua família nesta sexta-feira linda que o Senhor preparou para cada um de Seus Filhos!
     Neste dia gostaria de conversar com vocês sobre um assunto bastante espinhoso e que é uma realidade em nossa sociedade, que é a gravidez na adolescência. Como pensador de nossa sociedade, encaro com preocupação a elevação das taxas de garotas entre 15 e 19 anos com pelo menos um filho. Pelo levantamento de 2010 das Nações Unidas este número gira em torno de 12%. Notoriamente este número aumenta muito quando olhamos para as classes D e E de nossa sociedade, ou seja, entre os mais pobres existem mais adolescentes engravidando mais cedo. Em um de nossos texto nesta coluna falamos sobre namoros explosivos e a gravidez precoce é uma das consequências deste comportamento. 

     Antes de continuar, gostaria de separar algumas coisas que podem gerar polêmica neste texto. Como cristão e pastor, sou absolutamente a favor da vida e prego que toda a vida foi planejada por Deus para que viesse ao mundo. A criança é um presente aos pais que pertence a Deus. A missão dos pais é a de preparar este filho ou filha nos caminhos do Senhor para que a próxima geração continue falando a respeito das grandes obras que Ele tem feito em nosso meio. Os pais tem a responsabilidade de cuidar, amar e demonstrarem o amor do Pai nos filhos para que a paternidade divina seja impressa no caráter deles.
      Dito isso, para que fique claro nossa posição com relação ao direito irrestrito à vida, vamos as consequências da gravidez para o casal e, de maneira especial a mãe adolescente.

Em primeiro lugar, embora não tenhamos estatísticas sobre isso, a maioria esmagadora dos pais adolescentes não assumem os filhos gerados neste contexto do namoro. O percentual daqueles jovens que assumem a responsabilidade de cuidar e participar do crescimento do filho é, infelizmente, muito baixo. Seja por imaturidade, por covardia, por conivência dos pais que tem outros plano para seu filho, na maioria das vezes, a adolescente está sozinha nesta jornada. A gravidez é uma jornada de mudanças na vida da mulher. Todo o seu corpo se modifica para se preparar para a gestação, a adaptação não é simples. Hoje, através da tecnologia, sabemos que a criança recebe estímulos durante a gestação. Uma gravidez na adolescência, onde existe toda a insegurança e conflitos internos sobre como uma criança terá que cuidar de outra criança, podem trazer traumas para a criança que refletirão na primeira infância. Para maiores informações a este respeito, ver: http://guiadobebe.uol.com.br/a-vida-emocional-do-feto/

Em segundo lugar, as mudanças naturais que acontecem na mente do casal durante a gestação com a mudança de planos e prioridades são muito mais radicais na adolescência, onde não existe a condição nem a pretensão de sustentar um lar, arcar com as responsabilidades pela educação de um filho, meios de conseguir a emancipação de sua família. O resultado disso é que em praticamente 100% dos casos, a mãe ou o casal permanecem na casa dos pais após o nascimento do filho. Como falta maturidade, os conflitos entre a vida de seus amigos adolescentes fica muito evidente, pois eles querem continuar fazendo o que faziam antes porém agora têm alguém que depende deles. O que vemos hoje é que os avós começam a cuidar dos netos para que seus filhos continuem suas vidas de estudos e saídas com os amigos. Pais adolescentes geralmente terceirizam a criação dos filhos aos pais, o que não ajuda no amadurecimento dos jovens.

Em terceiro lugar, muitos sonhos precisam ser postergados quando não anulados durante um longo período de tempo. Muitas mães param de estudar, de trabalhar e em sonhar com uma faculdade ou em algo maior. A maternidade e a paternidade são maravilhosos quando vistos sob a perspectiva correta. Quando o filho é visto como um empecilho para a realização de sonhos dos pais, a raiz da rejeição acontece. Quando existe a estrutura e a preparação correta biblicamente, quando o sexo deve ser desfrutado dentro da proteção do casamento, não existe este risco. 

Conhecemos felizmente, exemplos de famílias e em especial mães que passaram pela experiência e hoje são mães muito cuidadosas, amorosas e abençoadas. Toda a mãe ama seu filho com amor incondicional, ou pelo menos deveria fazê-lo. A grande questão é que as entrevistas com as mães adolescentes, dez, vinte anos depois, normalmente elas, já em outro momento de suas vidas, dizem que valeu a pena, porém que esperariam mais tempo se pudessem voltar no tempo e fazer de novo.

Não queime etapas... viva cada fase de sua vida de maneira intensa na Presença de Deus! Existe uma lógica divina em ser criança, adolescente, jovem, adulto, ao misturarmos estas fases, sofreremos e faremos aqueles que estiverem próximos a nós sofrerem também! E quando for a hora, seu filho, sua dinastia, sua permanência nesta terra apenas somará em sua vida preparada para recebê-lo

Seja Feliz!


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