quinta-feira, 10 de abril de 2014

Quando penso que estou fraco...

"Quando penso que sou fraco..." mas quantas vezes você já reconheceu a sua fraqueza?

Expressões como “não chore”, “foi só um machucadinho”, “seja forte”, “não desista”, “não demonstre fraqueza” são mais comuns do que o próprio ser humano. Crescemos ouvindo frases como essas. Quando adultos, as repassamos para outros, seja para famíla, seja para amigo, seja para desconhecidos. Essas frases permeiam nossa formação e naturalmente absorvemos o seu conteúdo, as integramos ao nosso caráter até o ponto de não ser mais necessário ouvir de ninguém esse incentivo para continuar lutando, continuar caminhando. Deixamos de fazer necessário até mesmo a voz de Deus.

Digo isso, porque se você observar, somos criados para demonstrar força, somos criados para a independência. Um dos sinais da maturidade é a responsabilidade. Um adolescente é considerado adulto quando este começa a assumir algumas responsabilidades com estudo, ou trabalho, ou casamento, ou filhos, ou tudo isso de uma vez só. E não é um comportamento cultural aleatório as pessoas se distanciarem cada vez mais de Deus à medida que adquirem mais conhecimento, experiência de vida, responsabilidade. É fato, os seres humanos tentarão se mostrar cada vez mais fortes para a sociedade, para os seus colegas de trabalho, principalmente para a sua família.

Contudo, as vezes entre o “Era uma vez” e o “Viveram felizes para sempre” as pessoas se perdem, se anulam, se esquecem de quem realmente são: Filhos de Deus. E como filhos de Deus, que somos, podemos a qualquer momento, buscar conselhos no nosso Pai. Na verdade, é o que Ele mais quer, que nos aconselhemos com Ele, que dependamos Dele, que confiemos Nele.

Nós temos o hábito de ver Deus como um patrão, que nos incumbe de uma tarefa e a quer ver realizada a qualquer custo. Então, nós, com o interesse de agradar nosso “patrão” tentamos fazer todo o possível para finalizar tal tarefa, mas quando temos alguma dificuldade, a última pessoa a quem vamos pedir aconselhamento é o próprio “patrão”. Diante do “patrão” ficamos constrangidos de parecer incapazes, de transparecer dependência, de demonstrar a nossa fraqueza. Mas, queridos, com Deus é diferente!

É muito melhor consultar e apresentar a situação a Deus antes de iniciar o projeto, para que Ele mostre o melhor procedimento a ser adotado, a melhor estratégia a ser aplicada, o melhor plano a seguir. No entanto, somos terrivelmente resistentes a refletir em como somos fracos. Daí a dificuldade em reconhecer nossa dependência de Deus.

Quando digo para refletirmos sobre nossa própria fraqueza, não estou dizendo para você ser como uma criança chorona que fica só: “Ooo mãe, Ooo mãe...”. Estou dizendo que reconhecer a própria fraqueza é saber que somos seres limitados, finitos, previsíveis e que precisamos, em tudo, da força, do cuidado e da provisão de Deus para prosseguir nosso caminho.

Há uma canção que diz:
“Em tudo vejo o Teu amor,
Em tudo vejo Tuas mãos,
Eu te agradeço oh Criador, porque tudo o que existe,
Só existe porque Tu És Senhor.”

Acredito que isso também vale para as lutas pelas quais passamos. Você já deve ter lido a frase “As vezes Deus não muda as circunstâncias, porque está usando as circunstâncias para mudar você”. Essa frase e esse trecho de canção elucidam bem a ideia de que Deus nos transforma através das situações difíceis que passamos. Portanto, persevere mesmo, continue lutando mesmo, seja forte mesmo, mas reconhecendo sempre sua fraqueza, e quando suas limitações te disserem que acabou, confie, dependa e reconheça a força de Deus em você que te diz para prosseguir, pois a partir de então, não será o seu braço, mas o braço seguro de Deus por você, com você e em você.


“Quanto a mim, eu confio em Ti, Senhor, e digo: Tu és o meu Deus.” Salmos 31.14

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