quinta-feira, 13 de março de 2014

Decepcionar é inato



Você conhece alguém que é muito arisco? Como um gato, que precisa de um tempo (geralmente longo) para confiar nas outras pessoas? Pois é, eu também.

Não sei dizer sobre tempos passados, mas a respeito de nossos dias, posso afirmar que a maldade do ser humano tem se multiplicado de tal forma, que fica realmente difícil confiar em alguém, fica difícil interpretar as reais intenções de um sorriso simpático ou de um “Como você está?”.

Geralmente, pessoas com esse tipo de personalidade se tornaram emocionalmente blindados, justamente porque antes tinham facilidade para confiar, mas, por qualquer que seja o motivo, sofreram decepções. E, infelizmente, uma das especialidades do ser humano é decepcionar. É um “talento” inato. E como resposta a esse talento natural negativo, o ser humano produz a defesa natural: o distanciamento.

Já ouvi pessoas usando, obviamente em tom irônico, aquele versículo “Maldito o homem que confia no homem” para justificar sua dificuldade de se relacionar. Mesmo que o utilizem em tom de brincadeira, é fácil perceber como as pessoas dizem confiar apenas em Deus para tentar justificar sua indiferença com os seres humanos. Se fecham para o próximo.

Vou usar um exemplo pessoal. Eu, de uns tempos para cá, tenho percebido em mim, uma dificuldade em confiar nas pessoas. Normalmente sou bom em diálogos superficiais, mas no que tange o aprofundamento da amizade, sinto-me desconfortável. Vivo como alguém que possui um grupo seleto de “pessoas confiáveis”, e sinceramente, acredito que seja o melhor. Porém, não podemos generalizar, tampouco nos excluir do convívio, das confidências, das aproximações.

O versículo 5, do capítulo 17, do livro de Jeremias, está dizendo claramente sobre confiar em si mesmo (ou nos outros), mas não no sentido de desconfiar dos amigos ou das pessoas em geral, e sim no que diz respeito à dependência, à providência, aos acontecimentos que estão além de nosso controle.

Confie, sim, em Deus unicamente e na força do Seu poder, mas não abandone os seus amigos, tampouco se torne um blindado emocionalmente por medo de descobrir uma boa amizade. Sinceramente, isso não é nada fácil, mas eu também estou nessa jornada, pedindo ajuda ao Mestre dos relacionamentos, o Espírito Santo.

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