quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ácido Lático da Fé

Boa noite povo! Paz de Cristo a todos. Perdoem-me pela demora. Antes tarde do que nunca. Aqui está o texto de hoje. Espero que Deus os abençoe!

Um tempo atrás me lembrei da época da faculdade, onde eu voltava para casa com um colega que conheci no ônibus, o qual estudava na mesma universidade e morava no mesmo condomínio. Em nosso trajeto do ônibus até o condomínio havia um morro. Um aclive daqueles que trazem à boca os pulmões. A subida era tão íngreme que “subir o morro” não era a expressão mais adequada, “escalar” retratava melhor o que aquele morro significava. E tudo parecia piorar com o peso da mochila que carregávamos nas costas contendo vários livros, caderno, apostilas, etc. Talvez você aí, leitor, esteja pensando “Nossa, que negão dramático, meu Deus!”, mas eu replico dizendo: Não sou dramático, sou enfático. É diferente...rs

Enfim, como se não bastasse o efeito negativo sobre o fôlego (oriundo de um péssimo condicionamento físico, diga-se de passagem), a caminhada provocava um desconforto muscular nas pernas. Uma espécie de dormência na região da coxa que tornava a subida mais difícil. E mesmo acostumado com aquele caminho diariamente, aquele desconforto era uma companhia muito leal, embora indesejado. Começávamos a caminhada em um ritmo acelerado, porém, inexoravelmente cedíamos ao cansaço e passávamos a caminhar gradativamente mais lento. Havia dias em que uma parada de 1 minuto era bem vinda.

Meu colega (que estava cursando Farmácia) tentou explicar para mim (que cursava Contabilidade) o porquê estávamos sentindo aquele desconforto muscular. Imagina que conversa mais maluca: um aspirante a farmacêutico explicando algo para um aspirante a Contabilista. Mas pelo menos alguma coisa do que ele falou, eu absorvi. Ele me disse, nas palavras mais simples possíveis, que o corpo quando exposto a um grande esforço físico ao qual não está preparado, então o organismo, para avisar as partes envolvidas, libera um tipo de substância, chamada Ácido Lático, que induz o corpo a diminuir a intensidade do esforço físico, ou até mesmo a parar. Nunca entendi muito bem os conceitos da área da Saúde, mas isso foi o que minha mente aceitou como verdade e gravou essas palavras.

Da mesma forma como no exemplo é nossa vida espiritual. Principalmente quando somos novos convertidos, agimos como se não houvesse amanhã, fazemos todas as atividades que aparecem pela frente, todo jejum possível, participamos de todas as reuniões da igreja, pois nos sentimos vivos, dispostos e motivados para isso. No entanto, com o passar do tempo, diminuímos o ritmo, em alguns casos chegamos a parar, pois a intensidade não equivale ao “condicionamento físico”, ou melhor “condicionamento espiritual”. Deixamos de nos sentir vivos, dispostos e motivados para Deus.

Talvez você esteja se perguntando “Mas, Fábio, a palavra não diz que devemos nos gastar e nos deixar gastar pelas almas, mesmo que, as amando cada vez mais, seja menos amado?”  e eu te respondo: Sim! Está corretíssimo. Contudo, é necessário haver um preparo, uma estrutura, um respaldo, que somente o relacionamento com Cristo pode conceder! Quanto mais você fizer, mais exposto espiritualmente você ficará e somente o Espírito Santo possui esse “antídoto” contra o desânimo, contra a desmotivação.
E quando comparo o ácido lático liberado no organismo para enfraquecer nossa caminhada, estou falando das inúmeras vezes que ‘ácidos láticos’ são lançados em nossa fé. Talvez você tenha sido alvo de críticas, sofrido com calúnias, golpeado por difamações, vitimizado pelo desprezo, pela exclusão, entre tantas outras interferências que o levou a perder o fôlego na caminhada com Cristo.

Portanto, queridos, convido vocês a uma auto-avaliação: O que faço para Deus, considero já ser o suficiente? Será que posso fazer mais e fazer melhor para Ele? Se tenho passado por desânimo e deixado de fazer algumas coisas para Deus, como corrigir isso? Será que tenho deixado as afrontas prevalecerem?

Essas são algumas perguntas que eu procuro fazer a mim mesmo quando estou orando a Deus. Ele me conhece melhor do que eu mesmo e sabe onde posso melhorar, como posso vencer esse desânimo que me desafia com relação ao serviço no Reino de Deus, E principalmente, o Espírito Santo é capaz de me ensinar o “ritmo” adequado para que eu gradativamente viva II Coríntios 12:15.

Meu desejo é que possamos, no fim de nossas vidas, dizer como Paulo: “Fiz o melhor que pude na corrida, cheguei até o fim, conservei a fé.” [II Timóteo 4.7 - NTLH]

Queridões, um abraço e um beijo a todos! Fiquem na paz de Cristo!

0 comentários:

Postar um comentário

O que você achou disso?

Tecnologia do Blogger.