terça-feira, 14 de janeiro de 2014

A História do Barro

Pobre do barro, seu mundo era um lamaçal. Sua matéria prima era o pó, de olhar para ele dava dó. Que futuro o barro tem? Que serventia ele tem? Para muitos não vale um tostão, só serve para sujar a mão ou os pés de alguém.
E quem passava ria dele, cuspia e pisava nele, uma história de humilhação, a sua casa era o chão, a terra fria sua prisão. Mas um dia o oleiro, quem é que podia prever, decidiu fazer um vaso e o barro feio ele foi ver. Tomou o barro para moldar, e o barro SEM ENTENDER NADA começou a tornar-se vaso, não era obra do acaso, era obra prima do oleiro. Depois de tudo foi queimado, fogo faz TODA diferença. Parecia que ele estava pronto, mas se não passasse pelo fogo o vaso perderia a sua forma. E finalmente, o barro feio e sem futuro que residia em um monturo, agora é um vaso de presença.

Agora o vaso vive cheio, tem azeite até para dar. Gosta de estar entre os vasos, tem prazer em transbordar. O Oleiro só não admite que ele esqueça de onde veio senão ele será quebrado.
E se você é como eu, que fica emocionado ao ler a linda história do barro, como então não ficará ao saber que o barro feio e sem futuro, que residia em um monturo, ERA VOCÊ E ERA EU.

Canção "A História do Barro" - Marcelo Dias e Fabiana.
Texto modificado por Fernanda.



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