quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Síndrome de Asafe


 “Porém, quando vi que tudo ia bem para os orgulhosos e os maus, quase perdi a confiança em Deus porque fiquei com inveja deles.” (Salmos 73:2-3)
Essa foi a frase que deu início ao relato de um homem, cuja vida inteira foi dedicada ao serviço do templo e ao louvor a Deus com a música. Esse homem foi Asafe, um exímio músico e compositor selecionado pelo próprio rei Davi para liderar, compor e reger os membros do ministério de louvor da época. (Acredito que todos conheçam a história dele)
Já na sua velhice, e aposentado do serviço no templo, Asafe percebeu que, enquanto as pessoas na sua cidade enriqueceram, pois passaram a sua vida trabalhando, ele não tinha muitas posses. Morava em uma casa modesta, suas roupas eram simples, provavelmente não possuía um veículo, pois dedicou-se inteiramente ao serviço do templo, não teve tempo para juntar riquezas durante a vida. Foi então que um estado inicial de depressão tomou conta de Asafe. Ele chegou a pensar que tinha sido inútil “se conservar puro e manter as mãos limpas do pecado (Salmos 73:13).

Queridos, constantemente, nosso pensamento é tomado pela mesma síndrome de Asafe e às vezes chegamos a pensar que de nada vale nos manter separado do mundo, pois observamos as pessoas que se esbaldam no pecado sendo mais felizes, mais satisfeitas, curtindo mais a vida do que nós. E mesmo sabendo que essa alegria deles é passageira, nos chateamos por acharmos que para nós tudo é mais difícil. Assim como Asafe diz no versículo 21, nosso coração se enche de amargura e ficamos revoltados. Acredito que todos nós já passamos por isso na vida. E se ainda não passamos, um dia vamos passar.

Galera, a questão não é se podemos ou não passar por isso durante a vida, e sim, como nós reagimos diante de um sentimento como esse?
Quando nos questionamos, ou melhor, quando questionamos a Deus, dizendo “De quê adianta fazer a obra de Deus, se minha vida continua cheia de problemas, nada dá certo para mim, e os que cometem a maldade prosperam e continuam impunes?” a primeira resposta automática que vem a mente é “Realmente, não adianta servir a Deus” e infelizmente, algumas pessoas, não poucas, cedem a esse pensamento quando deveriam fazer como Asafe que ao entrar na presença de Deus entendeu como será o fim dos que O buscam e dos que não O buscam. O que nós precisamos entender e lembrar nessas situações, assim como Asafe fez, é que Deus é a nossa maior riqueza e que não temos na terra ou no céu outro bem além d’Ele.

O mais incrível é que o mesmo antídoto que Asafe utilizou para sua síndrome está disponível para nós hoje! Se Asafe precisou ir até o templo para entrar na presença de Deus, hoje só precisamos ligar nosso pensamento a Deus e falar com Ele, pois o seu Espírito Santo está conosco o tempo todo. Ou seja, o Espírito Santo é quem nos auxilia no combate desses pensamentos destrutivos durante a caminhada cristã. O Espírito Santo de Deus é quem nos preenche de alegria e paz quando esses sentimentos tentam nos dominar.
Se você tem sido vítima desses sentimentos de revolta, amargura ou depressão por aparentemente não perceber os resultados da sua vida de santificação e relacionamento com Cristo, faça uma oração. Conte ao Espírito Santo como você está se sentindo e peça para que Ele limpe seu coração e te faça lembrar as promessas de vida eterna que Ele tem para nós!!!


Abraço

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